Manga City!

O Banger que vai pro carimbó
A paty que vai pro reggae
A catuaba e a Sapupara
O Guaraná da Amazônia
Cerveja ao alvorecer no Veropa
Tapioquinha nas esquinas
Patchuli na roupa da vó
Morenas únicas
Sem Jacaré nas ruas
Manga City é tucupi
Cachaça na feira do açaí
São todas as tribos no pavulagem
É orla de icoraci
Waldemar Henrique
Caipirinha do vadião
Buscapé na Marambaia
Chiquita e Peregrinação
É outeiro segunda feira
É cheira cola fedorento
É Sacramenta, pedreira
Bengui, Jurunas, Marco
Tapanã, Satélite, Tenoné
Comércio, Campina
Nazaré, Guamá
Até Ananindeua pode.
Está na rota de diversidades
A transação é pra quem é esperto
Pra quem não cai em migué
Pra quem saca o bizú
É esperar bonde no meio da rua
É ouvir o mesmo brega o dia todo
É brasilandia no estrelinha
É acordar com um calor do cão
E quando for sair cair o maior toró
É sentir o cheiro da terra molhada
É olha pro céu e pensar:
Por que justo nesse fim de mundo?
E ver uma manga cair em cima de um carro!

Escrito por Márcio. às 04h39
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Caligari



Escrito por Márcio. às 02h03
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Vinho Barato (Sangria)

Um Beijo Jogado fora

O gosto de seus lábios não fez muita diferença

Sim!

O que eu quero aqui é prazer imediato.

A sangria de três e cinqüenta acabou

E ainda sentimos um desejo profundo

De nos entorpecer,

Pois a vida é como um trago sujo

Que se esvai pelos dentes mais cedo ou mais tarde.

O que importa aqui é. Quanto nós suportamos.

O que importa aqui é. Quanto nós precisamos.

O que importa aqui são quantas garrafas vamos comprar?

O gosto de seus lábios precisa voltar!



Escrito por Márcio. às 01h05
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Antitemplo.

Vídeo poético editado por mim.

Antitemplo

 



Escrito por Márcio. às 20h22
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Parei de beber!
A partir de Hoje
Não ponho uma gota
Deste líquido maldito
Na minha boca
Cansei de sofrer
Cansei de cair
Quero minha dignidade de volta
Quero meus parentes
E meus verdadeiros amigos
De volta, perto de mim
Chega de intensificar as cores da vida
Chega de festejar
Chega de morrer
Chega de procurar motivos
Chega de toda essa leviandade baquiana
Agora sou discípulo dos que não se precipitam
Eu aponto dedos e digo que não fui correto
E busco para mim a complacência
O perdão e o direito da soberba
Que assola quem não bebe
E joga na cara de quem o faz.
Agora eu faço parte de uma única visão de mundo
Não me aproximo de quem comete excessos
A partir de hoje o manhã não será um péssimo dia
Agora sim eu sei o sentido da vida!
Eu parei de beber
Até a consciência parar de doer.


Escrito por Márcio. às 20h48
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Linguística

Resmungando de forma parva o homem se fez comunicativo,
Mas só com uma padronização bastante ordenada
É que se conseguiu evoluir da idade da pedra lascada
Para verbos, pronomes, adjetivos e substantivos.

A filosofia também ajudou nesta difícil empreitada
Que é falar e, diante de todos, ser bem compreendido,
Então se começou a escrever a fala e tudo estava “perdido”,
Pois estava completa a tríade que fundamenta essa jornada.

Da fala única chegou-se a uma grande torre de babel.
Expressar o mesmo sentimento de várias maneiras.
E Mesmo sendo a maior identidade de um povo é passageira,

Pois a língua muda afinal à evolução é uma coisa rotineira
E querer impedir este tipo de ação tem muito mais fel.
Melhor é ser corajoso, desafiar Deus e tentar encostar o dedo no céu.


Escrito por Márcio. às 20h15
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Saudade.

Saudade.
Palavra intraduzível.
Sentimento universal.


Ao Amigo Heber Cirino, que foi embora sem pedir licença nem se despedir.

Escrito por Márcio. às 23h36
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Sentido da Vida

A morte me beijou a face e disse:
-Não há verbo do outro lado.
Agora minha vida é um ponto no meio do nada
E ela tem que ser mais que um sonho niilista.
O motivo das coisas pode ser sem razão
A razão dos motivos pode ser sem lógica
E a lógica pode ser apenas uma determinação
Mas antes que eu caia duro e descubra que perdi tudo
Eu serei aquilo que eu quiser ser.
Eu farei aquilo que eu quiser fazer
Porque não há medo em morrer
Mas medo de nunca mais poder viver.
E morrer feliz é morrer sabendo
Que se esmagou à vida na sua mão
E espremeu dela toda a sua loucura
E bebeu com prazer na arte,
Antes que o tempo a fizesse escorrer entre seus dedos.
E agora eu me sinto muito melhor
Por encontrar o MEU caminho.
Que não tem razão, sentido ou lógica,
Mas que eu já determinei, será bem vivido.



Escrito por Márcio. às 03h03
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Homérico

No brilho externo das luzes iminentes
No olho do furacão minha carne treme
Nas veias corre a invencibilidade
E a mente flutua entre o nada aparente
Não há mais motivo para se conter
Vou transbordar esse copo
A plenitude será apenas um mero devaneio
Eu serei a perfeição
Até amanhã de manhã
Até tudo se acabar e eu voltar a ser demasiado
Quando eu não for mais álcool, apenas algo.
Quando eu for apenas à imagem da decadência
Quando eu for aquele que os deuses tocam na face
E dizem que perdoam e abençoam
Mesmo com tantos pecados cometidos.
Este é um prelúdio de uma situação homérica,
O index das atitudes corrompidas
E a vida fazendo sentido
Sou eu arruinando com tudo.


Escrito por Márcio. às 21h51
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Estiagem.

Nada!

Nenhum poema.

A crise se agrava

E nenhum poema

A dispensa esvazia

Nenhum poema

A mente está cheia

Mas não de poesia.



Escrito por Márcio. às 18h48
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Arte

A arte não precisa de dinheiro

As mais belas, simples e desconcertantes

Não precisam de dinheiro.

As mais complexas e cheias de nuances

Não precisam de dinheiro

Precisam apenas

De um olho

Ávido

E uma alma

TOR-TU-RA-DA!



Escrito por Márcio. às 00h18
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MAR-AR-CIO

O Mar esconde segredos em suas profundezas,

As águas calmas omitem tempestades

Enquanto o sol é refletido em seu todo

Em um final de tarde bucólico.

O Mar é assim, ou ele encanta ou ele assusta.

 

É pelo ar que transitam os sons

As falas, os olhares a fumaça do cigarro.

No ar a vida pode ser sentida a cada respiro

Ou a morte pode ser contraída por um vírus

O ar é assim, ou ele encanta ou ele assusta.

 

No cio todo mundo sente prazer

No cio tempestades,  no cio profundezas

Sons, falas, olhares, fumaça de cigarro

No cio tudo é intenso tudo é momento

O cio é assim, ou ele encanta ou ele assusta

 

E quem juntar Mar, ar e cio em um só ponto

Terá somente um humano, e apenas isso.

Escrito por Márcio. às 20h10
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Eu não sei falar de amor

Meus olhos estão sempre focados

Em sentimentos menos gananciosos

Eu não consigo te escrever uma linha

Eu sempre me sinto um ridículo.

 

Eu não sou um cara insensível

Sei reconhecer um bom escrito,

Mas para mim é difícil sangrar

E usar o sangue para falar de amor.

 

São tantos querendo ser bons

Medíocres é o que todos são

Não quero ser mais um na fila

Ainda bem que eu não faço isso.

 

Toda vez que vejo uma folha em branco

O que talho nela são outras pretensões



Escrito por Márcio. às 15h44
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Minhas Amigas.

Preciso de um homem que me entenda

Que segure minha mão e me compreenda

Nas horas mais difíceis, nos momentos mais tristes

Que me diga palavras de carinho e me faça rir

E não hesite em querer ser meu.

 

Quero um homem que ande ao meu lado

Que me faça pensar sobre certo ou errado,

Mas que não me diga o que devo fazer,

Que apenas me mostre o que eu posso escolher

Que acima de tudo me incentive a ser eu.

 

Quero um Homem que me dê segurança

Que me abrace forte e com ares de esperança

Entendendo que este momento será eterno

Que todas as provas de amor serão com sangue

Junto com um olhar de confiança um no outro.

 

Quero um homem que me transforme

A cada toque que fizer em meu corpo

Que me provoque a cada desejo louco,

Que me deixe gozar em jorros

Que queira morrer e me peça para matá-lo.

 

Quero um homem que ame de verdade,

Já estou cansada de toda essa culpa!

De todos aqueles que se acham bons.

Estou cansada de desperdiçar meus sentimentos

Em bijuterias baratas.

 

Tudo o que eu quero é um homem que me entenda

Que segure minha mão e me compreenda

Nas horas mais difíceis, nos momentos mais tristes

Que me diga palavras de carinho e me faça rir

E não hesite em querer ser meu.

Escrito por Márcio. às 22h40
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Recebi o zine Relicário de Palavras da Aline Flores, muito bom. Essa entrevista me deu muitas idéias acho que pode incitar quem passar por aqui.

Jovens criam projeto independente para noticiar e incentivar a literatura de fanzine
 Por Aline Ebert


A Zinco (Centro de Estudo, Pesquisa e Produção em Mídia Independente) faz um trabalho bastante interessante no que diz respeito em noticiar e instigar seus leitores acerca de mídias alternativas, principalmente os fanzines. A base do site fica em Fortaleza (CE), mas ele recebe notícias sobre o assunto de todo o Brasil. Estão bolando, também, uma Zineteca que pretende abrigar diversos títulos de todo país. Abaixo, um bate-papo, via e-mail, que tive com a Thaís Aragão, uma das idealizadoras do projeto.

Dissonância - Como surgiu a idéia da Zinco?

Thaís Aragão - Se fôssemos sérios na saudável ambição de tornar nossos sonhos realidade, um dia a Zinco teria que acontecer. Era uma idéia que todo mundo tinha na cabeça. São pessoas que fazem oficinas de zines na cidade, pessoas que fazem zine na cidade, pessoas que pensam democratização da comunicação, pessoas que pensam cultura pop e reciclagem da mídia, pessoas que querem fazer contato.

Dissonância - E tua relação com os zines?

TA - O chato de ser aluno de comunicação era que, ao contrário do que imaginava antes do vestibular, a gente quase não escrevia sobre o que gostava. Quase não tinha veículo de comunicação impresso por lá, e esta era a minha praia. Aí comecei a fazer o zine Grapete, em 1996.

Dissonância - Faz parte também do selo Gerador Music. Como está o Selo? Também com uma Revista, não é?

TA - Agora a Gerador está trabalhando principalmente com O Quarto das Cinzas, uma banda de som e apresentação hipnotizantes. Guitarras, groovebox, bons graves e vozes femininas. Ela está na capa da Revista Gerador, que é uma forma de falarmos da música do selo, de literatura, artes plásticas, tecnologia e truques interessantes para um dia-a-dia mais esperto.

Dissonância - E a cena de zines no Nordeste? Recentemente aconteceu um evento...

TA - Acho que onde tem mais zines hoje é em Fortaleza e em João Pessoa. Uma comitiva da Zinco cruzou o Rio Grande do Norte num Fiat Uno movido na gás natural para chegar à Mostra de Cultura Alternativa da Paraíba, em fevereiro. Tinha zineiro de Natal, zineiro de Recife, zineiro de Salvador. Além, claro, dos anfitriões. O professor Henrique Magalhães, que é autor de "O Que É Fanzine", da Brasiliense. Jesuíno André, do selo/zine Musicland. As videomakers zineiras Las Luzineides. Inclusive elas estão vindo para o Cine Ceará. E faremos um Zine-se (evento dedicado a troca e exposição de zines) nas escadarias de mármore carrara do soberbo e tradicionalíssimo Cine São Luiz, a primeira sala Siberiano Ribeiro do Brasil.

Dissonância - Como é o projeto da Zineteca?


TA - Em Fortaleza, os zineiros sempre estiveram próximos uns dos outros. Fizeram grupos, mantêm encontros regulares de troca-troca de zines.Todo mundo tem seu pequeno e precioso acervo em casa, mas todo mundo também sempre pensou em compartilhar tudo isso. As coleções já estão reunidas, e mais outras têm chegado. Agora a gente passou da fase da inspiração e está nos 90% de transpiração, escrevendo projetos para captar recursos e viabilizar a implantação de uma zineteca em sua parte física e organizacional.

Dissonância - Para onde zineiros interessados podem mandar seu material?


TA - É só enviar dois exemplares do zine para a caixa postal 52869, cep 60151-970, Fortaleza-CE. Um é para exposição. Outro é para o acervo fixo, aberto apenas aos pesquisadores avançados que nunca vão pensar em roubá-lo. Zine é patrimônio imaterial. 

Dissonância:http://www.dissonancia.com/2005/53-05.htm 

Zinco:http://www.zinco.oktiva.net/

Aline Flores:http://www.ninaflores.net



Escrito por Márcio. às 02h03
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